quarta-feira, outubro 12, 2005

O Caminho

Atravessei guerras e tempestades, trovoadas e noites sem fim.

Olhei-me, lá fora, desfeita, uma poça de sangue e de dor na berma da estrada. As gentes passavam indiferentes...

Esperei uma manta rota, numa mão generosa, para tapar os meus restos mortais.

Continuei o caminho, o carro ganhou mais velocidade, lá atrás fiquei eu.

O caminho impõe-se. A força renasce.

A menina de grandes olhos curiosos, inocente, olha no retrato a preto e branco, amarelado pelos longos anos. Pobrezinha, que esperaria ela da vida?

7 Comments:

Blogger cbs said...

Texto melancólico, mas sentido.
Um estilhaço de vida em que me vejo também.

Bem regressada à Esfera.

9:10 da manhã  
Blogger dhuoda said...

cbs,obrigada por encontrar-me no meu texto. E, embora não me agrade a dor dos outros, uma presença humana esteve no caminho. Bem- haja.

12:06 da manhã  
Blogger O olho do Camões said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

12:06 da manhã  
Blogger O olho do Camões said...

O caminho, por mais duro e difícil que se apresente, deverá sempre ser percorrido até ao fim. De outra forma perderemos algo de nós no atalho que escolhermos... Ficaremos para sempre incompletos e inacabados.

12:11 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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7:19 da manhã  

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