Palavras da Avó
Vamos imaginar, Gabriel, que a avó foi obrigada a partir para muito longe. Para tão longe que não pode regressar em breve. A avó viajou durante muitos e muitos dias. A tua avó partiu muito triste porque sabia bem que os homens poderosos e maus que faziam as leis da sua cidade não a iam deixar abraçar-te, beijar-te e, nem sequer, ficar para te poder ver crescer.
A avó primeiro pediu para te ver, queria ter a certeza da cor dos teus olhinhos, do teu cabelo e, até queria ver se continuarias a agarrar o seu dedo como quando tinhas quinze dias, nos conhecemos e começamos a gostar muito um do outro. Mas os homens todos poderosos da nossa triste cidade não percebem nada de amor de avó e neto. Só sabem fazer leis duras e cruéis. E mandaram a avó para bem longe.
A tua avó, Gabriel, já viveu muito, viu muitas terras, coisas e gentes. Já não é muito nova e, por isso, às vezes fica mais sensível, mais frágil e chora. Mas, a avó também é uma mulher forte e corajosa, tal qual como eu sei que tu serás: um homem forte e lutador, capaz de vencer todos os obstáculos com determinação e amor.
A avó acabou por limpar as lágrimas. E resolveu lutar, numa espécie de guerrilha, como quando às escondidas se ataca o poder perverso, mau, do inimigo.
A avó não tem força para vencer essa lei absurda e abusiva que a impede de te ver crescer, mas a avó tem a palavra para te dar. E as palavras, meu querido neto, são beijos, abraços, miminhos, histórias, corridas, brincadeiras, sonhos de príncipes e de princesas, e são, também, a última arma que nos podem tirar. Quando o homem fala e sabe o que diz, os seus pensamentos tornam-se imortais.
Vou escrever para ti, Gabriel. Todos os dias, noites, sempre que quiseres, quando aprenderes a ler, terás a avó contigo. Vais conhecer-me e gostar de mim, através dos livros que vou escrever para ti.
As minhas histórias serão os meus braços à tua volta, os meus beijos e a minha mão na tua. Prometo-te.
E todas as histórias serão escritas para o Gabriel, terão o teu nome e serão assinadas pela tua avó. Saberás sempre que são de mim para ti, só para ti, meu amor.
E um dia, quando a minha cidade já não for governada pela crueldade que separa as avós dos seus netos muito queridos, havemos de nos abraçar com muita força e o Sol há-de brilhar com a nossa alegria. Até lá, porque a avó te ama muito, querido querubim, vou começar a escrever para ti. Dorme bem, para cresceres forte, saudável, inteligente e um ser humano bom e generoso. Beijinhos da avó.
A avó primeiro pediu para te ver, queria ter a certeza da cor dos teus olhinhos, do teu cabelo e, até queria ver se continuarias a agarrar o seu dedo como quando tinhas quinze dias, nos conhecemos e começamos a gostar muito um do outro. Mas os homens todos poderosos da nossa triste cidade não percebem nada de amor de avó e neto. Só sabem fazer leis duras e cruéis. E mandaram a avó para bem longe.
A tua avó, Gabriel, já viveu muito, viu muitas terras, coisas e gentes. Já não é muito nova e, por isso, às vezes fica mais sensível, mais frágil e chora. Mas, a avó também é uma mulher forte e corajosa, tal qual como eu sei que tu serás: um homem forte e lutador, capaz de vencer todos os obstáculos com determinação e amor.
A avó acabou por limpar as lágrimas. E resolveu lutar, numa espécie de guerrilha, como quando às escondidas se ataca o poder perverso, mau, do inimigo.
A avó não tem força para vencer essa lei absurda e abusiva que a impede de te ver crescer, mas a avó tem a palavra para te dar. E as palavras, meu querido neto, são beijos, abraços, miminhos, histórias, corridas, brincadeiras, sonhos de príncipes e de princesas, e são, também, a última arma que nos podem tirar. Quando o homem fala e sabe o que diz, os seus pensamentos tornam-se imortais.
Vou escrever para ti, Gabriel. Todos os dias, noites, sempre que quiseres, quando aprenderes a ler, terás a avó contigo. Vais conhecer-me e gostar de mim, através dos livros que vou escrever para ti.
As minhas histórias serão os meus braços à tua volta, os meus beijos e a minha mão na tua. Prometo-te.
E todas as histórias serão escritas para o Gabriel, terão o teu nome e serão assinadas pela tua avó. Saberás sempre que são de mim para ti, só para ti, meu amor.
E um dia, quando a minha cidade já não for governada pela crueldade que separa as avós dos seus netos muito queridos, havemos de nos abraçar com muita força e o Sol há-de brilhar com a nossa alegria. Até lá, porque a avó te ama muito, querido querubim, vou começar a escrever para ti. Dorme bem, para cresceres forte, saudável, inteligente e um ser humano bom e generoso. Beijinhos da avó.

7 Comments:
bom regresso, boa passagem e um beijo.
GRACIAS AMIGO!
Bom ano 2006 para ti e para todos os teus. Bjs.
Já estavamos a sentir a tua falta. desejamos que este possa ser um ano abençoado para ti.
Abraços
Um bom Ano Novo para ti também.
Obrigada.
Que seja um bom ano
bjo
cbs: Tudo de bom para ti.
Obrigada por ainda não me teres esquecido de ler.Bjs.
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