O Suave Milagre
Hoje é dia de Ano Novo e, por isso, queria muito deixar um sorriso de esperança, uns restos da festa da noite passada, no rosto de quem possa vir a ler-me.
Mas sou só o que sou. Sou ainda a que tem dores, lágrimas nos olhos e na alma, vontade de ficar quietinha, enrodilhada sobre mim mesma, na minha miséria dos mesmos sofrimentos, revoltas e inquietações.
Mas, estranhamente, sou também aquela que fecha os olhos e deita todas a suas dores na enxerga daquele menino doce de que nos fala Eça em O Suave Milagre. E, como ele, suplico baixinho: “ Mãe, eu queria ver Jesus…”
Quando era criança e lia sem parar, tardes e tardes a fio, na doce quietude do meu quarto, ao chegar a esta parte do texto, com os olhos cheios de lágrimas, um sorriso de felicidade no rosto, um forte aperto na garganta, eu sabia de cor (cor, cordis – coração) que, docemente,(…) “ abrindo devagar a porta e sorrindo” (…) Jesus ia entrar. E bastava, tão somente, que ele dissesse: “Aqui estou.” para que a Alegria, a Paz e o Amor inundassem todo o cenário, o quarto do menino de entre Enganim e Cesareia e o meu quarto, no Porto.
Hoje, ainda me move e comove o mesmo conto. Hoje continuo, muitas vezes, caída no leito pobre e dolorido de entre Enganim e Cesareia, mas sei que Ele vem docemente para me levantar, pôr de novo a caminho, curar as minhas feridas e abrir novas perspectivas para eu continuar.
Feliz Ano Novo para todos vós!
Mas sou só o que sou. Sou ainda a que tem dores, lágrimas nos olhos e na alma, vontade de ficar quietinha, enrodilhada sobre mim mesma, na minha miséria dos mesmos sofrimentos, revoltas e inquietações.
Mas, estranhamente, sou também aquela que fecha os olhos e deita todas a suas dores na enxerga daquele menino doce de que nos fala Eça em O Suave Milagre. E, como ele, suplico baixinho: “ Mãe, eu queria ver Jesus…”
Quando era criança e lia sem parar, tardes e tardes a fio, na doce quietude do meu quarto, ao chegar a esta parte do texto, com os olhos cheios de lágrimas, um sorriso de felicidade no rosto, um forte aperto na garganta, eu sabia de cor (cor, cordis – coração) que, docemente,(…) “ abrindo devagar a porta e sorrindo” (…) Jesus ia entrar. E bastava, tão somente, que ele dissesse: “Aqui estou.” para que a Alegria, a Paz e o Amor inundassem todo o cenário, o quarto do menino de entre Enganim e Cesareia e o meu quarto, no Porto.
Hoje, ainda me move e comove o mesmo conto. Hoje continuo, muitas vezes, caída no leito pobre e dolorido de entre Enganim e Cesareia, mas sei que Ele vem docemente para me levantar, pôr de novo a caminho, curar as minhas feridas e abrir novas perspectivas para eu continuar.
Feliz Ano Novo para todos vós!

2 Comments:
Gostei,por isso continua!
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BShell
Agradeço a força para continuar.
É bom saber que os nossos pensamentos/palavras são bem vindos.
Um beijo também para ti.
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